O bebé branco/malhado da Saki faleceu esta madrugada, por volta das 04h00.
Ontem à noite ainda bebeu bem o biberon, mas continuava com a respiração um bocado esquisita, como se tivesse o nariz entupido (apesar das injecções de soro fisiológico nas narinas parecerem aliviá-lo bastante).
A dada altura, resolvi retirá-lo da maternidade-improvisada, embrulhá-lo numa manta e colocá-lo ao meu colo. Pareceu ficar mais calmo e ainda dormir um pouco. Mas, por volta das 02h00, começou a respirar de boca completamente aberta tentando apanhar o ar, como se estivesse com dificuldade. De vez em quando, dava uns pequenos gemidos, acalmando quando o aquecia entre as minhas mãos.
A Yoko, escondida atrás do sofá, apercebendo-se que algo não estava bem, não parava de miar, como se estivesse a chamar o pequeno bebé branco/malhado.
Quando me fui deitar, às 02h30, e o coloquei perto da Aiko e da Saki, para que ficasse quentinho, não consegui deixar de me lembrar com uma grande angústia das palavras do Vet., há alguns anos atrás, quando a Maruska teve que ser eutanasiada.
Conscientemente, sabia que, quando acordasse às 04h00, para lhe dar biberon, aquele bebé já não estaria vivo.
Não sei o que mais poderia ter feito por ele... Era tão pequenino e indefeso, que mal poderia estar a tomar antibiótico ou soro, ou o que quer que fosse...
Mas pensamos sempre que o erro é nosso, e que poderíamos ter-nos desdobrado ainda mais, fazendo o que quer que fosse, para salvar uma vida tão pequenina.
O bebé da Saki faria 2 semanas no próximo sábado... tal como o seu irmão que faleceu a semana passada.
Da ninhada de 4 filhotes a quem cortei o cordão umbilical, apenas restam 2.
Da ninhada da Aiko, nascida dentro do Canil/Gatil, os 5 filhotes resistiram todos.
No total, já faleceram 6 bebés...
Várias pessoas me disseram que é sempre assim, que há uns mais frágeis do que outros nas ninhadas... que se eles estivessem na rua, provavelmente, nenhum sobreviveria... que ao menos tiveram carinho e morreram em casa...
Mas eu própria começo a sentir-me a desfalecer com tudo isto!...

3 comentários:
alexa: se todos esses bébés tivessem nascido na rua seria muito difícil resistirem, pelo estado de sub-nutrição das mães.
Não tens que te recriminar de nada: deste-lhes muito amor, atenção e bom acompanhamnto veterinário, coisa que as mães só estão a ter agora.
Os que nasceram dentro do horror do Canil da CML são uns resistentes e vão dar força aos outros manos.
Muito obrigada pelas tuas palavras, Cecília!
Mas custa sempre muito lidar com a morte :(
Oooh, lamento muito. :'( Uns são mais resistentes que outros... é mesmo assim, por muito que nos custe... E tu fizeste tudo o que podias (e o que não podias).
Também eu não sei lidar com a morte.
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