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segunda-feira, 13 de abril de 2009

terça-feira, 11 de novembro de 2008




OS GATOS APRESENTADOS NESTE BLOG JÁ NÃO SE ENCONTRAM PARA ADOPÇÃO (verificar o ponto de situação sobre o destino dos mesmos aqui).






Depois de quase 5 meses encerrado, decidimos reabrir o acesso ao público em geral do blog 7 Gatos dos Quintais.

Foi este caso que acompanhámos desde Abril deste ano que veio, mais tarde, a dar origem ao
Bazar dos Ronrons.
Assim sendo, considerámos que seria justo que todos tivessem conhecimento da
estória destes animais que resgatámos do Canil/Gatil Municipal de Lisboa... uma vez que este caso pode, talvez, contribuir para a sensibilização de mais pessoas no que diz respeito à defesa dos direitos dos animais no nosso país.

O blog 7 Gatos dos Quintais já não será actualizado (uma vez que as últimas notícias foram dadas aqui), mas manter-se-á aberto ao público, para que todas as pessoas possam ler a estória destes animais... e fazerem algo, no que estiver ao seu alcance, para auxiliar outros animais que ainda se encontrem em Canis e/ou Gatis Municipais, ou noutros locais.






OUTROS GATOS QUE SE ENCONTRA(VA)M PARA ADOPÇÃO:












domingo, 9 de novembro de 2008

Dos "7 Gatos dos Quintais" ao "Bazar dos Ronrons"








Quando comecei a escrever sobre "Os Gatos dos Quintais", nunca imaginei que me envolveria de uma forma tão estreita no que se viria a passar nesta, aparentemente tranquila, colónia felina de um bairro de Lisboa!... Quem me conhece bem, sabe que, apesar de não ter vida (nem tempo) para estas "andanças", o facto é que não consigo ficar indiferente (e, muito menos, de braços cruzados) perante situações de injustiça com seres humanos ou animais. Há, também, quem diga que tenho o triste defeito de carregar com o peso do mundo, quando ninguém carrega por mim!...

Desde que, em Junho passado, este blog ficou inacessível ao público em geral (e, verdade seja dita, deixou de ser actualizado), muita coisa aconteceu:

- Esterilizámos e castrámos (a nosso custo e com a ajuda de algumas pessoas) 1 das gatas e os 2 machos;

- 5 dos bebés (das 2 ninhadas) já foram adoptados;

- Os 2 machos foram adoptados juntos;

- O único gato que tinha saído directamente do Canil/Gatil Municipal de Lisboa com dona, passados 3 meses, teve que ser entregue a nova dona (devido a “incompatibilidades”);

- As 2 gatas-mães ainda se encontram comigo por estarem fragilizadas (e necessitarem de mais contacto com humanos, antes de poderem ser dadas para adopção). Já foram ambas esterilizadas (custo suportado unicamente por mim);

- Não consegui resistir aos encantos da 3ª fêmea (que já tinha dona interessada) e acabei por a adoptar;

- A 4ª fêmea ainda se encontra numa outra FAT; tendo já sido esterilizada (a nosso custo).








Entretanto, em Julho, com a ajuda de uma amiga, apanhei nos mesmos quintais do caso anterior 5 bebés de uma outra ninhada (os quais se encontram numa FAT para adopção) e esterilizámos (a nosso custo e com o auxílio de algumas vizinhas do prédio em questão) a gata-mãe, que já regressou aos quintais onde sempre viveu.
Em Agosto, o 6º bebé desta ninhada foi, também, apanhado.
Um dos bebés já foi adoptado, encontrando-se os restantes 5 para adopção.

Temos continuado a acompanhar esta situação muito de perto, bem como a contribuir diariamente para a alimentação da gata-mãe, a Luana, da Rabinho de Raposa (dado que uma outra pessoa que, também, os alimentava tem revelado "dificuldades" de ordem variada) e de outros gatos que habitam nestes quintais.






As pessoas que comigo colaboraram em ambos os casos, tal como eu, não pertencem a nenhuma associação zoófila ou outra, tendo agido unicamente por nossa conta e risco naquilo que estava ao nosso alcance, perante situações que considerávamos graves para estes animais.

E, como poderão calcular, ambas as iniciativas, envolveram gastos consideráveis (esterilizações, castrações, acompanhamento veterinário, ração, areão, despesas com que estamos a ajudar a FAT em que se encontram os bebés que estão para adopção)...

Gostaria, por isso mesmo, de agradecer a todos os amig@s que, de alguma forma nos ajudaram, numa ou noutra fase destes 2 casos!

Um agradecimento especial também para o Leilão Solidário e todos os que nele participaram (que nos ajudou este mês com o contributo do leilão realizado em Setembro)!








Uma vez que os gastos que temos tido com os gatos que temos acompanhado e aqueles que ainda se encontram FAT continuam a ser consideráveis, em finais de Agosto, decidimos criar o
Bazar dos Ronrons, uma espécie de loja online com produtos home-made, feitos à base de uma das minhas paixões: a Fotografia.

No Bazar dos Ronrons, através da venda de postais e outros produtos com fotografias (alusivas aos gatos que temos vindo ajudar e a outros temas muito diversificados), temos tentado angariar algumas verbas que nos ajudem a fazer face a essas despesas (sem termos que depender da boa vontade alheia, uma vez que ao adquirirem os produtos úteis que aqui vendemos, as pessoas sabem que estão também, de certa forma, a contribuir para uma causa).




Desde que entrei pela primeira vez no Canil/Gatil Municipal de Lisboa, há um ano atrás, muita coisa mudou na minha vida!...

É sempre muito mais fácil prosseguirmos as nossas vidazinhas quotidianas sem termos conhecimento daquele tipo de situações que nos fazem sofrer.

Quando passamos a ter conhecimento das mesmas, podemos optar por duas posturas: - continuar a ignorar aquilo que sabemos que nos vai fazer sofrer; - tentar, de certa forma, no que está ao nosso alcance (mesmo que seja pouco), contribuir para que as mentalidades mudem.

Acredito que existe sempre um ensinamento a retirar das situações pelas quais passamos na vida.
E, talvez, o caso dos 7 Gatos dos Quintais tenha contribuído, sem dúvida alguma, para a criação do Bazar dos Ronrons... através do qual, espero trabalhar para que mais pessoas tomem conhecimento da situação vivida no nosso país no que diz respeito à falta de direitos dos animais.

Porque todos nós somos cúmplices do que se passa, ao fecharmos os olhos àquilo que sabemos que nos irá fazer sofrer!






Quais são os objectivos do Bazar dos Ronrons?


- Continuar a alimentar, castrar/esterilizar e acompanhar em termos de saúde os gatos dos quintais deste bairro, assim como os casos de outros gatos que se cruzem nos nossos caminhos;

- Promover a divulgação dos gatinhos bebés que ainda se encontram para adopção, tentando fomentar adopções responsáveis;

- Sensibilizar as autoridades competentes para a mudança de estratégias de funcionamento dos Canis/Gatis Municipais, com base no respeito pela dignidade dos animais;

- Promover a divulgação e sensibilização da opinião pública em geral para os direitos dos animais, com especial enfoque nos gatos.






O Bazar dos Ronrons não é uma associação zoófila, sendo constituído unicamente por duas pessoas que participaram em ambos os casos supra mencionados pelos seus próprios meios, por considerarem que não podiam ficar de braços cruzados.
Por vezes, uma única andorinha, também pode fazer a Primavera!...


Se acreditas nesta causa e queres fazer algo pela mesma, ajuda-nos na sua divulgação.
Muito obrigada!










terça-feira, 17 de junho de 2008

O penúltimo bebé da Saki








O bebé cinza e branco da Saki faleceu hoje às 07h07. Tinha 2 meses. E ontem à noite aninhara-se assim nos meus braços, como se pressentisse o que estava para acontecer.




Actualização: - após autópsia, confirmou-se que este bebé faleceu devido a um problema congénito, tinha o coração demasiado grande para o seu tamanho (provavelmente, devido à sua mãe ser uma gata demasiado pequena, e ainda muito jovem)... tal como já sucedera aos seus outros irmãos.






domingo, 15 de junho de 2008

Aniversário (Ninhada da Aiko)




1 ...

2 ...

3 ...

4 ...

5 ...


... fazem hoje 2 meses de vida!




sábado, 14 de junho de 2008

Primeiro Miado



"AIKO" (愛子)
(AI) "amor, afeição" e (KO) "criança"







Aiko, resgatada do Canil/Gatil Municipal de Lisboa a 17/04/08, juntamente com os filhotes que aí dera à luz, revelou-se, desde cedo, uma verdadeira mãe-coragem (ensinando a irmã Saki a parir; amamentando não só os seus próprios bebés, como também os 4 rebentos que Saki adoentada deixara para trás, mais a ninhada de 3 que faleceram logo no 1º dia fora do Canil/Gatil e, ainda, um malogrado "pendura") em detrimento da sua própria saúde, que, a cada dia que passava, definhava a olhos vistos.

Desde que a maternidade deu lugar a Creche em open-space e as mamadas já não são tão frequentes, Aiko tem vindo a comer muito melhor, recuperando já uma visível barriguita e demonstrando o seu pêlo (melhor cuidado, derivado da boa alimentação) uma coloração tão invulgar quanto bela.

Enquanto viveu na maternidade-improvisada, Aiko ainda me deixava fazer algumas festinhas na sua cabeça, chegando ao ponto de dar jeitinho e tudo.
No entanto, sempre foi a mais assustada das gatas adultas que se encontram comigo. E, quando se viu em liberdade na sala, começou a esconder-se atrás do sofá, cada vez que alguém entrava, não me deixando sequer tocar-lhe.
No entanto, com o passar dos meses, foi-se habituando à minha presença e tolerando-a cada vez melhor, bem entendido com as devidas distâncias (eu, sentada no sofá, e ela, ao longe, aninhada numa das caminhas).

Esta noite, para minha grande surpresa, ouvi pela primeira vez o miado de Aiko!...
Um miado doce e terno, num tom muito suave, sereno como o nome que lhe escolhi e assenta na perfeição.
Um miado para chamar os filhos e sobrinhos para a hora da mamada. Reunindo-os a todos e lambendo cada um deles cuidadosamente.
De salientar que Aiko e Saki tem continuado a revezar-se nas horas das mamadas dos bebés, demonstrando, assim, entre a espécie animal, uma solidariedade muito maior do que aquela que normalmente os próprios Homens têm entre si.

O primeiro miado de Aiko é sinónimo de que ela parece estar a melhorar do estado cadavérico em que se encontrava e das mazelas psicológicas do lugar a que sobreviveu.

Quando o desmame tiver lugar, será a primeira a ir ao Vet., para que a sua recuperação seja total e possa, finalmente, viver em paz... pobre gatinha!






sexta-feira, 13 de junho de 2008

2 meses



Faz hoje, exactamente, 2 meses que fomos ao Canil/Gatil Municipal de Lisboa para “reservar” os gatos que aí deram entrada, alvo da queixa de um/a morador/a do meu bairro, que se sentia incomodado/a com a presença dos pobres bichos nos quintais das traseiras.

Nestes 2 últimos meses, muita coisa se passou…
Mas o que interessa mesmo para a história é que, quer os 6 adultos quer os 7 bebés se encontram de boa saúde e a recuperar dos tempos de penúria que viveram.

A Yoko já arranjou uma dona e mudar-se-á em Julho para a sua casa nova.

Os 7 bebés ainda não estão prometidos a qualquer dono que seja, apesar de já terem aparecido 7 pessoas interessadas em os adoptar.
Curiosamente, mesmo tendo feito uma divulgação restrita deste caso, de modo a tentar arranjar donos de confiança para estes animais, cada uma das 7 pessoas interessadas nos bebés era bem pior que a anterior (quem conhece de perto toda a história sabe que este meu desabafo tem uma plena razão de ser e não se prende, de modo algum, com o facto de me ter transformado numa mãe-galinha destes bebés)...
Conclusão, já os poderia ter “despachado” a todos, mas, quem me conhece, sabe que a minha vida jamais teria sossego face à incerteza de saber o que poderia ter acontecido a estes bebés.

Quanto à Aiko e Saki (gatas-mães), ao Gui, Gil e Mariana (os 3 que se encontram com a minha mãe), muito parcas são as palavras de carinho, quanto mais alguém interessado em os adoptar!...

Em relação a este blog (que criámos para dar conhecimento do quotidiano destes animais e, consequentemente, tentar encontrar-lhes donos), de há umas semanas para cá, tem vindo a “morrer” progressivamente: os comentários deixaram de existir na quantidade inicial, apesar de, por dia, ainda passarem por aqui cerca de 20 e poucas pessoas…
O website que me comprometera a criar, com uma página de adopção para cada um destes animais, ainda não está concluído, pois o trabalho no emprego tem sido mais que muito e, quando chego a casa, ainda tenho os animais para tratar.
Espero conseguir pô-lo activo até ao fim deste mês… se é que ainda terá algum interesse, já que este “esquecimento" geral parece ser significativo!...

Face a toda esta história e ao seu desenvolvimento, logicamente, tenho plena consciência que me tenho vindo a tornar muito mais dura em relação a situações ligadas à (suposta) defesa dos direitos dos animais, e demasiado amarga quanto a uma série de vivências mais pessoais!...

É, precisamente com histórias deste género (mais dramáticas), que nos apercebemos daqueles com quem podemos, efectivamente, contar nos melhores e nos piores momentos das nossas vidas…
Uma verdadeira lição de vida... que, infelizmente, me tem entristecido bastante!

Depois de 2 meses, o cansaço e esforço físico (e financeiro) são consideráveis!...
Muita da minha rotina diária mudou em função destes animais: para os conseguir tratar em condições (e das minhas próprias gatas) passei a ter que me levantar às 6h da manhã; a ter que fazer os possíveis (e impossíveis) para sair do emprego (que me consome demasiado) às 18h para estar em casa a tempo de lhes dar comida; a cancelar uma série de saídas e encontros, quando os gatinhos ainda tinham semanas, para poder controlar as suas mamadas e as doenças que tiveram…

Um sem fim de situações, das quais não me arrependo... já que fui eu própria que me atirei de cabeça (e coração) para esta história (e, por norma, assumo sempre as coisas em que me meto)!

Como, também, não me arrependo de tudo o que se passou desde o início: as doenças, o ter que regressar ao Canil/Gatil por uma boa causa e com 3 bebés mortos nas mãos, a parteira imprevista, as mortes dos bebés mais frágeis, as mamadas com biberon...
Se fosse hoje, voltaria a fazer o mesmo para salvar estes animais, pura e simplesmente, porque considero que, para a minha própria consciência, seria muito pior continuar a viver com a certeza que tinha ficado de braços cruzados sabendo onde aqueles animais tinham ido parar e qual o seu destino final.

Hoje em dia, quando vislumbro os olhos cada vez mais tranquilos dos adultos e observo atentamente o sono repousante ou as brincadeiras endiabradas dos mais pequerruchos, tenho a certeza absoluta de que agi bem... e só espero conseguir dar a todos estes animais uma vida (e eventuais) donos em condições e de muita confiança!



A Focinhito pintalgado








Desde as primeiras semanas, o seu rosto bem peculiar (com aquela mancha cinza azulada estampada em pleno focinho) chamava a atenção.

Contrariamente ao que sucedeu com o seu irmão, a Focinhito, em bebé era muito agarrada à mãe Aiko e tia Saki, é, actualmente, uma das mais reguilas, o verdadeiro palhacito do grupo, sempre a fazer diabruras.









quinta-feira, 12 de junho de 2008

O Laranjinha






Desde bebé o mais cobiçado da ninhada (devido à particularidade da coloração do seu pêlo), parece ter herdado do pai o feitio pachorrento e meigo Q.B.

Apelidado de "Simba", adora brincar com os irmãos e primos e, juntamente com a mana Tartaruga Tricolor, é dos que mais odeia que lhe limpem o focinho com soro fisiológico.



quarta-feira, 11 de junho de 2008

A Tartaruguinha








A mais parecida com a mãe, foi também, desde o início, a mais destemida e a primeira a arranjar uma forma alternativa de sair de dentro da maternidade-improvisada.

Não nego que, desde que em bebé começou a amaranhar pelos meus braços acima para se aninhar nas minhas costas, cativou-me bastante.

Nos últimos dias tem comido com tal satisfação que se transformou neste lindo potezinho redondo...









terça-feira, 10 de junho de 2008

O Menino da Mamã







Em bebézinho, parecia ser um dos filhotes da Aiko mais brincalhões.

Conforme tem vindo a crescer, demonstrou ser, na verdade, um menino-da-mamã e das tias... andando sempre a aninhar-se ao lado delas, muito sossegadinho, enquanto os irmãos e primos correm alegremente uns atrás dos outros pela sala inteira.

Desde ontem à noite, para meu grande espanto, passou, também, a aninhar-se no meu colo quando me sento no chão, conforme vê os outros filhotes fazerem.





Já repararam bem no seu lindo pormenor da machinha cinzenta, na patinha dianteira esquerda?





segunda-feira, 9 de junho de 2008

A Tartaruga Tricolor




Esta filhota da Aiko, desde muito pequenina, revelara-se como tendo uma personalidade bem forte, liderando os irmãos... pela força e brincadeira!

Nessa altura, inocentemente (e sem querer estar a impingir animais a quem quer que seja, simplesmente porque não faz parte do meu feitio!), pareceu-me que seria a gata ideal para fazer companhia ao gato de um casal de amigos.

Mas como, na maioria das vezes, na vida, as coisas nem sempre correm como desejamos, tive que me contentar em ouvir que esses mesmos amigos seriam apenas "um último recurso", caso não conseguisse arranjar mais donos para estes gatinhos.





Actualmente com 7 semanas, a Tartaruguinha Tricolor demontra ser a mais independente e autónoma da ninhada da Aiko. Estando sempre a provocar com brincadeirinhas predatórias a tia Yoko.

Há dois dias a Tartaruguinha Tricolor escolheu um novo poiso para dormir, afastada dos seus irmãos: a TV Box do Clix, bem quentinha!












domingo, 8 de junho de 2008

Open Space







Devido ao calor que se tem feito sentir, e como a família escolheu desde logo o local para o seu novo ninho, esta tarde a Creche (ex-maternidade improvisada) fechou de vez e criançada ficou em open space geral.






Depois da Aiko, também a mãe Saki, bastante cansada por ainda se encontrar a amamentar, decidiu subir pela primeira vez para cima do sofá da sala... onde tem permanecido desde então, como se sempre tivesse conhecido as delícias da vida numa casinha.





quinta-feira, 5 de junho de 2008

À descoberta... do corpo humano




Primeiro descobriram as minhas mãos e braços, quando ainda viviam dentro da maternidade-improvisada...



Agora, já fora da maternidade, o meu corpo inteiro transformou-se no centro das brincadeiras predilectas da criançada...






... e no local (mais improvável) para os seus sonos repousantes.







quarta-feira, 4 de junho de 2008

Demonstração Física...




... de como conseguir limpar uma Creche e sala, com 3 bebés a subirem-nos pelas calças acima.

De há uma semana para cá, todos os dias, ao final da tarde, quando chego a casa, é isto que se passa...









terça-feira, 3 de junho de 2008

Mudança de Posições




Desde que a Creche abriu, as mudanças têm sido (mais que) muitas!

Os bebés têm um espaço de movimentação maior para as suas brincadeiras, andando sempre em animadas correrias.

Também a Aiko, Saki e Yoko alteraram as suas rotinas e espaços físicos, demonstrando sentirem-se muito mais à vontade dentro de casa...



Desde que o sentido de maternidade da tia Yoko entrou em ebulição, no fim-de-semana passado, não para de brincar com os sobrinhos, andando sempre de um lado para o outro a chamá-los com o seu miado maternal.
Esta noite, entrou pela primeira vez para dentro da Creche, aninhando-se com os sobrinhos (que previamente havia recolhido, apanhando alguns pelo cachaço e transportando-os até à cama).



A Aiko, a mãe mais enfraquecida e magra, passou a refugiar-se no sofá, aninhando-se na manta da Yoko.



A Saki começou a estender-se ao comprido no meio da sala (onde, também, já deu de mamar aos bebés), dormindo agora na 2ª caminha, posicionada estrategicamente do outro lado da sala...



... o que faz com que os bebés se vão agora dividindo em grupos, consoante a "mãe" com que desejam estar mais próximo.
Mas, também, com 2 gatas-mães e uma tia-adoptiva (já para não falar da mãe-galinha-humana), melhor seria impossível para estes pequerruchos tão prendados!
Longe vão os tempos de sofrimento!...






Uma nota final para agradecer...

À
Dora & Daniel, pelo contributo financeiro que nos disponibilizaram, o qual será utilizado para comprar ração para os bebés, mães e tia Yoko e ajudar a pagar parte da prestação da conta do Vet., no final deste mês.

À
Maria, pela ração que enviou ontem via H., para os bebés.

... 3 pessoas muito especiais, que, ao longo de todo este tempo, não se têm esquecido destes 13 gatinhos.

Muito obrigada, também, pelas vossas palavras (sempre) cheias de esperança e por continuarem a escutar os meus desabafos por e-mail!




domingo, 1 de junho de 2008

COMUNICADO






A Yoko já não se encontra para adopção... por ter sido, esta tarde, pré-adoptada!

No próximo mês de Julho irá para a casa nova da sua dona... quem sabe, talvez, com um dos bebés (de quem tanto gosta), para lhe fazer companhia.





sábado, 31 de maio de 2008

De Maternidade a Creche




Depois da última fuga da maternidade e da agitação geral da criançada, a resolução já estava tomada há algum tempo!

E, a noite passada, com a imprescindível ajuda do H., transformámos a Maternidade em Creche (para que os bebés, já com cerca de 5 e 6 semanas, possam andar mais livremente pela sala e descobrir novos mundos).

A parte de baixo do sofá (sempre problemático em termos de esconderijo para os felinos que chegam pela primeira vez a esta casa) foi enchida com cobertores, de modo a que os bebés não se possam esgueirar para lá e ficarem entalados. Os fios por detrás da mesa da televisão, foram todos colocados para cima e protegidos com fita cola de papel.

Após o trabalho concluído, primeiras imagens em directo da saída das crianças...




Curiosamente, a Yoko, que andava sempre muito interessada em bisbilhotar para dentro da Maternidade, ao ver 7 bebés em autêntica correria pela sala, começou a rosnar-lhes e a tentar dar sapatadas, demonstrando assim os seus ciúmes, medo e territorialidade.

Por momentos, ainda pensei que teria que ficar a dormir na sala, para controlar a situação. Mas, felizmente, a Creche tem cancela, que dá para levantar quando é hora de ir deitar!...








Esta tarde, ao apresentar à Cecília a obra da véspera, qual não foi o meu espanto quando a reacção da Yoko perante os bebés mudara radicalmente: quando os vê no recreio, começa a andar de um lado para o outro atrás deles a chamá-los, abocanhando-os para lhe dar grandes lavadelas (vigiadas sempre com alguma cautela, dado que, por vezes, tal não é o entusiasmo, que acaba por ser demasiado brutinha) e tentando levá-los pelo cachaço.
Depois, mete-se em cima do sofá a olhar cá para baixo e a chamá-los. Um dos bebés cinza/branco da Saki começou já a tentar subir ao sofá... ainda sem sucesso.





quinta-feira, 29 de maio de 2008

Fora & Dentro









Depois de ontem a Saki ter saído da maternidade-improvisada e ter regressado por breves instantes à mesma durante a noite, hoje passou-se exactamente o mesmo.

Cá fora, a reacção da Yoko ao rever a irmã, de início, foi um pouco ciumenta; mas, ao fim de alguns minutos, já estava a querer brincar com a pobre Saki, que, de tão enfraquecida, se deitou logo numa das caminhas.

Dentro da maternidade-improvisada, os bebés começam a encontrar brincadeira em tudo o que mexa (as minhas mãos, a vassoura com que lhes limpo a casa e os jornais por debaixo do areão), atirando-se em verdadeiros saltos acrobáticos para tentarem alcançar o cimo da maternidade. Quando me aproximo da abertura da maternidade, então, põe-se todos de cabeça para o ar, especados a olharem para mim, começando numa verdadeira sinfonia de miados.
Já começaram praticamente todos a comer, apesar de ainda continuarem a ser amamentados. E a comida, meus senhores e senhoras, é para eles a brincadeira-suprema, a julgar pela forma como se deliciam metidos dentro dos pratos enquanto comem!

Tudo isto apenas vem confirmar aquilo que já há algum tempo tinha em mente: está mais do que na hora de a Maternidade se transformar em Creche!...




Em honra de todos os “Gatos Esquecidos”







Mariana



Aiko



Gil e Gui



Saki



A minha primeira gata, enquanto jovem independente e emancipada (já que o primeiro gato que tive foi mesmo aos 7 anos, em casa da minha mãe), era anã, velhinha, completamente desdentada, com o pêlo áspero e sofria de problemas de rins e diabetes. Nunca se deixava pegar e apenas se aninhava no meu colo quando começou a ficar muito doente.
Viveu comigo apenas durante 1 mês, até ter tido que ser eutanasiada há 3 anos atrás.
Apelidei-a de Amélie e, para mim, era a gata mais bonita do mundo!!

Quando entrei pela segunda vez no Canil/Gatil Municipal de Lisboa, foi-me explicado que a associação de protecção aos animais que trabalha directamente em parceria com esta instituição apenas retira de lá para as suas campanhas de adopção os animais mais “bonitinhos” e que não sejam “selvagens”.
Nesse mesmo sábado, ao aproximar-me de uma cela para retirar de lá uma gata cinzenta e branca, um magote de 5 ou 6 gatos/as pretos ficou especado a olhar para mim do outro lado da mesma cela. Uma das gatas pretas esticou-se toda e com a sua pata (com as unhas para dentro) tocou a minha mão apoiada nos ferros da cela, como que pedindo ajuda para sair dali. Naquela mesma cela estavam “alojados” os supostos “gatos selvagens”.
Por mais dias que viva, é uma cena que jamais irei esquecer!

A beleza tem muito que se lhe diga, e é um conceito bem relativo para cada um de nós!
De facto, tal como cada pai ou mãe acha que o seu filho é o mais bonito e engraçado, mesmo que para o resto do mundo ele seja gordo e anafado, tenha um nariz de macaco e seja peludo; também no caso dos animais de estimação este conceito é fortuito.
Pena que nem todas as pessoas consigam alhear-se dos estereótipos de beleza criados pela sociedade em que vivemos, e continuem a transpô-los para as adopções que fazem de gatos e cães!
Porque como diria alguém que muito bem escrevia, “o essencial é invisível aos olhos”!