sábado, 31 de maio de 2008

De Maternidade a Creche




Depois da última fuga da maternidade e da agitação geral da criançada, a resolução já estava tomada há algum tempo!

E, a noite passada, com a imprescindível ajuda do H., transformámos a Maternidade em Creche (para que os bebés, já com cerca de 5 e 6 semanas, possam andar mais livremente pela sala e descobrir novos mundos).

A parte de baixo do sofá (sempre problemático em termos de esconderijo para os felinos que chegam pela primeira vez a esta casa) foi enchida com cobertores, de modo a que os bebés não se possam esgueirar para lá e ficarem entalados. Os fios por detrás da mesa da televisão, foram todos colocados para cima e protegidos com fita cola de papel.

Após o trabalho concluído, primeiras imagens em directo da saída das crianças...




Curiosamente, a Yoko, que andava sempre muito interessada em bisbilhotar para dentro da Maternidade, ao ver 7 bebés em autêntica correria pela sala, começou a rosnar-lhes e a tentar dar sapatadas, demonstrando assim os seus ciúmes, medo e territorialidade.

Por momentos, ainda pensei que teria que ficar a dormir na sala, para controlar a situação. Mas, felizmente, a Creche tem cancela, que dá para levantar quando é hora de ir deitar!...








Esta tarde, ao apresentar à Cecília a obra da véspera, qual não foi o meu espanto quando a reacção da Yoko perante os bebés mudara radicalmente: quando os vê no recreio, começa a andar de um lado para o outro atrás deles a chamá-los, abocanhando-os para lhe dar grandes lavadelas (vigiadas sempre com alguma cautela, dado que, por vezes, tal não é o entusiasmo, que acaba por ser demasiado brutinha) e tentando levá-los pelo cachaço.
Depois, mete-se em cima do sofá a olhar cá para baixo e a chamá-los. Um dos bebés cinza/branco da Saki começou já a tentar subir ao sofá... ainda sem sucesso.





sexta-feira, 30 de maio de 2008

Viva a Liberdade!







Sexta-feira, ao fim da tarde, últimas fotos do T0 (zero) onde o Gil, Gui e Mariana têm vivido desde que sairam do Canil/Gatil da CML
Pequeno, sem dúvida, comparado com o espaço que tinham nos quintais, mas muito melhor e confortável do que a jaula onde permaneceram os 8 dias estipulados por lei depois da maldade e tacanhez humana os ter atirado para lá sem qualquer pingo de sentimento!





A porta abriu-se para o mundo, ainda desconhecido, para estes 3 jovens gatos.
Olharam para mim, como que incrédulos, e como já suspeitara o Gui foi o primeiro a entrar. Como não vivem um sem o outro, a seguir o Gil... a Mariana, indecisa, ficou a espreitar... mais tarde, já noite, imitou os manos.






Estes 3 gatos nascidos nos quintais, supostamente selvagens, e que "não se deixavam apanhar" (palavras de quem dizia alimentá-los, quando a Alexa lhe sugeriu que deveriam ser esterilizados) a primeira coisa que fizeram foi saltar para cima da cama, inspeccionar, cheirar e finalmente deitarem-se calmamente.
Tem sido a loucura total: brincam, rebolam-se, saltam. Parece que sempre viveram numa casa.





Foram muito bem recebidos pelos outros felinos cá de casa, tiveram companhia durante a tarde para a sesta e até à cozinha já vieram espreitar e comer.
O único que lhes bufou um pouco foi o gato do parque de estacionamento, mas como não foi muito convicto, parece-me que seria só por ciumes. Hoje (sábado) já se rendeu ao encanto destes 3 gatos.

Reina a paz cá por casa.





quinta-feira, 29 de maio de 2008

Fora & Dentro









Depois de ontem a Saki ter saído da maternidade-improvisada e ter regressado por breves instantes à mesma durante a noite, hoje passou-se exactamente o mesmo.

Cá fora, a reacção da Yoko ao rever a irmã, de início, foi um pouco ciumenta; mas, ao fim de alguns minutos, já estava a querer brincar com a pobre Saki, que, de tão enfraquecida, se deitou logo numa das caminhas.

Dentro da maternidade-improvisada, os bebés começam a encontrar brincadeira em tudo o que mexa (as minhas mãos, a vassoura com que lhes limpo a casa e os jornais por debaixo do areão), atirando-se em verdadeiros saltos acrobáticos para tentarem alcançar o cimo da maternidade. Quando me aproximo da abertura da maternidade, então, põe-se todos de cabeça para o ar, especados a olharem para mim, começando numa verdadeira sinfonia de miados.
Já começaram praticamente todos a comer, apesar de ainda continuarem a ser amamentados. E a comida, meus senhores e senhoras, é para eles a brincadeira-suprema, a julgar pela forma como se deliciam metidos dentro dos pratos enquanto comem!

Tudo isto apenas vem confirmar aquilo que já há algum tempo tinha em mente: está mais do que na hora de a Maternidade se transformar em Creche!...




Em honra de todos os “Gatos Esquecidos”







Mariana



Aiko



Gil e Gui



Saki



A minha primeira gata, enquanto jovem independente e emancipada (já que o primeiro gato que tive foi mesmo aos 7 anos, em casa da minha mãe), era anã, velhinha, completamente desdentada, com o pêlo áspero e sofria de problemas de rins e diabetes. Nunca se deixava pegar e apenas se aninhava no meu colo quando começou a ficar muito doente.
Viveu comigo apenas durante 1 mês, até ter tido que ser eutanasiada há 3 anos atrás.
Apelidei-a de Amélie e, para mim, era a gata mais bonita do mundo!!

Quando entrei pela segunda vez no Canil/Gatil Municipal de Lisboa, foi-me explicado que a associação de protecção aos animais que trabalha directamente em parceria com esta instituição apenas retira de lá para as suas campanhas de adopção os animais mais “bonitinhos” e que não sejam “selvagens”.
Nesse mesmo sábado, ao aproximar-me de uma cela para retirar de lá uma gata cinzenta e branca, um magote de 5 ou 6 gatos/as pretos ficou especado a olhar para mim do outro lado da mesma cela. Uma das gatas pretas esticou-se toda e com a sua pata (com as unhas para dentro) tocou a minha mão apoiada nos ferros da cela, como que pedindo ajuda para sair dali. Naquela mesma cela estavam “alojados” os supostos “gatos selvagens”.
Por mais dias que viva, é uma cena que jamais irei esquecer!

A beleza tem muito que se lhe diga, e é um conceito bem relativo para cada um de nós!
De facto, tal como cada pai ou mãe acha que o seu filho é o mais bonito e engraçado, mesmo que para o resto do mundo ele seja gordo e anafado, tenha um nariz de macaco e seja peludo; também no caso dos animais de estimação este conceito é fortuito.
Pena que nem todas as pessoas consigam alhear-se dos estereótipos de beleza criados pela sociedade em que vivemos, e continuem a transpô-los para as adopções que fazem de gatos e cães!
Porque como diria alguém que muito bem escrevia, “o essencial é invisível aos olhos”!









quarta-feira, 28 de maio de 2008

3ª Fuga da Maternidade




Após passagem "obrigatória" pelo Vet. para tratar de uma série de assuntos (incluindo, pôr a conversa em dia - quando se tem blogs, é assim! ;), chego a casa e deparo-me com esta inusitada cena (depois da e da fuga)...




... a Saki fora da maternidade-improvisada, com um dos olhitos meio inflamado.




E, lá dentro, num dos cantos a Aiko com a filhota tricolor; enquanto no outro canto, ao molho (como é costume!), dormitavam os restantes bebés.







terça-feira, 27 de maio de 2008

Pensamento-Desabafo / Agradecimento




Recentemente, em conversa com uma amiga, cheguei à conclusão que bianualmente me vejo sempre envolvida numa grande história com animais (ou, como diria o meu colega e amigo ZA em bom português do Brasil: "tem tendência para arranjar sempre uma confusão na sua vida!")...

A história dos "7 Gatos dos Quintais" foi, apenas, mais uma delas (a 2ª, diga-se de passagem, porque eu não costumo ter vida nem tempo para isto)!

E é interessante observar como retiramos sempre tantas ilacções das histórias que vivemos nesta vida!...

Nesta, por exemplo, aprendi que, normalmente, acontecimentos "problemáticos" (como este em que eu própria me enleei) nos concedem sempre uma nova perspectiva (mais flexível) sobre a vida de um modo geral e, mais em particular, sobre a verdadeira personalidade (aquela que todos teimam em esconder ou mascarar no seu quotidiano) da maioria das pessoas que connosco lidam durante esses mesmos acontecimentos.

Esta história tem, de facto, sido extremamente elucidativa sobre a forma como a espécie humana, condicionada por um evento mais sui generis, que envolva acção (e o ter que lidar com o sofrimento de animais ou pessoas), normalmente, gosta de incentivar e apoiar essas causas, afirmar a pés juntos que vai participar e dar todo o apoio às mesmas... Acabando, mais tarde, por se esquecer das ditas cujas causas e deixando que Outros continuêm sozinhos a resolver esses mesmos problemas...
Porque é sempre mais fácil fecharmos os olhos e continuarmos a tentar ignorar o que sabemos que nos irá fazer sofrer, seguindo apenas as nossas tristes vidas comezinhas e sensaboronas!!

E perante tudo isto que tenho vindo a aprender (ou deveria dizer, re-aprender?!), nunca é demais agradecer a quem, verdadeiramente, o merece: uma jovem equipa de pessoas (todas elas muito especiais), sem a qual nenhum destes 13 gatos teria tido o acompanhamento médico que teve.
Porque as palavras são sempre insuficientes para agradecer os (vossos) gestos nobres... e porque me deixaram a mim própria sem palavras, depois deste belissímo texto...

Muito Obrigada, Amigos!!!





Já fomos castrados








Como planeado, o Gui e o Gil foram castrados no passado sábado de manhã.

Passaram a tarde toda a dormitar ao sol e até a Mariana lhes veio fazer companhia. De manhã tinha-me visto metê-los dentro da transportadora, e apesar de lhe ter dito que os manos iam ao vet e que não demoravam, ficou com um ar muito tristonho. A primeira coisa que lhes fez quando os viu foi cheirá-los.

O Gui, todos os dias por volta das 6 da manhã (hora a que me levanto) mia desalmadamente até lhes ser servido o pequeno almoço. No sábado miou tanto, mas tanto, que eu própria já estava com pena deles e não via a hora de os levar para a Clínica.
Penso que deve ter ficado zangado, Domingo e Segunda ficou muito caladinho a olhar para mim... hoje estou muito contente: ainda mal acordada já ouvia o miar do Gil.

Noto que cada dia que passa estão mais desejosos por travar conhecimento com os meus gatos, descobrir novos sítios para as suas brincadeiras; sexta-feira à tarde, quando chegar a casa, a porta da varanda vai ser aberta e ficamos a aguardar os acontecimentos.




sábado, 24 de maio de 2008

O Ronronar de Yoko







Para ser ouvido com som!...





quinta-feira, 22 de maio de 2008

Lanzeira de Feriado Chuvoso




- Travando conhecimento... com o mundo exterior -










- Olhar(es) de Mãe -










- O descanso do guerreiro... depois das lutinhas -









Um enorme obrigada à Mónica (dona do Matias) pela visita do final de tarde, que tanto ajudou a alegrar este feriado cinzento e chuvoso.
Os meninos agradecem os miminhos que lhes deixaste! E a tartaruguinha promete brincar mais com o teu cabelo e braços, da próxima vez que cá voltares ;)
Obrigada, também, à Patrícia pelas 2 caminhas via Mónica (tens que vir visitar os pequerruchos, ou combinarmos um cafézinho a 4, para pôrmos a conversa em dia)!


Um último agradecimento muito especial à "Maria" pela divulgação deste caso
no seu blog e pelos simpáticos e-mails que nos enviou.
É muito bom saber que ainda existem tantas pessoas que amam os animais (e os gatos, em particular) de uma forma abnegada!






quarta-feira, 21 de maio de 2008

Continua a ser um sucesso...



... o elevadorzinho entre a pequenada e nos meus braços também!




Agora, ao fim da tarde, quando lhes vou mudar o areão e dar comida, põe-se os 7 pirralhos a um dos cantos da maternidade-improvisada, especados a olharem para mim e a miarem pelo elevadorzinho.
E lá tenho eu que, contornando as violentas investidas da tartaruguinha da Aiko, ir fazendo o elevadorzinho a todos os miúdos, para que eles fiquem contentes.

Fiquei com um pouco de ciúmes, por ontem à noite a tartaruguinha da Aiko também ter subido o braço do H.
Mas é apenas a mim que ela lambe a cara, quando consegue alcançar o topo dos meus braços!...







segunda-feira, 19 de maio de 2008

4 semanas: 1 mês -(II)







A ninhada da Saki, nascida a 19/04/08 em minha casa, faz hoje um mês.

Dos 4 bebés a quem cortei o cordão umbilical, apenas sobreviveram estes dois valentões, que esperam, um destes dias, encontrar donos cinco estrelas, que lhes dêem um resto de vida muito feliz.




Cada vez mais confiante










O Gil, no início muito desconfiado, que se escondia assim que me via, que só comia quando me via virar costas, está a pouco e pouco a acreditar que só lhe quero fazer bem.

Adora esta cama, não só para apanhar os seus banhos de sol, o mais descontraído que se possa imaginar, mas também para ver os pombos que fazem ninho no telhado da varanda e que, como sabem que não são apanhados, os provocam constantemente: fazem vôos contra os vidros subindo logo para o telhado.



O Gil e o Gui vão ser castrados no próximo fim-de-semana.



domingo, 18 de maio de 2008

Desenvolvimentos






O "elevadorzinho" criado especialmente pela bebé tartaruga da Aiko tem sido um sucesso e todos os seus irmãos e primos o querem experimentar... apesar da menina tartaruga se avançar sempre e nunca os deixar chegar primeiro.





Como os dentes e unhas dos bebés começam a ficar cada vez mais afiados (os meus braços, que servem de elevador, que o digam!), comprei-lhes o seu primeiro brinquedo, com propósitos educacionais para a sua idade.

Adivinhem lá quem foi a primeira a utilizá-lo?
A bebé tartaruga da Aiko, ora pois então.








Apesar de continuarem a mamar, alguns dos filhotes começaram já na semana passada a lamber a ração das mães... e esta semana a comê-la mesmo (precoces, ah?!).
Quanto ao leite de substituição (para aliviar as mães), que tenho misturado com ração, preferem brincar com ele, metendo as patinhas lá dentro, do que propriamente bebê-lo.






As idas ao areão (das mamãs e ao mini) transformaram-se numa brincadeira para os bebés.
Quando ando em limpezas e começo a retirar os jornais que forram o lado norte da maternidade-improvisada, é vê-los começarem logo numa grande agitação, a correrem atrás das minhas mãos e dos jornais.
Depois, quando volto a colocar os tabuleiros de areão limpo, divertem-se a correr, saltando de um dos tabuleiros para o outro.







sexta-feira, 16 de maio de 2008

O Elevadorzinho










A bebé tartaruguinha da Aiko parece ter-me escolhido como ponto de apoio mais rápido e eficaz para uma futura saída de dentro da maternidade-improvisada...

Cada vez que me vê aproximar-me para limpar as mantas ou tirar-lhes uma fotografia, põe-se a miar e a andar de um lado para o outro seguindo a minha mão...

Quando, por fim, acedo ao seu pedido e fico ali de mão estendida para ela, começa a cheirar-me os dedos e a mordiscá-los ou a lambê-los. Depois, atira-se com as patas traseiras para cima, fincando-as nos meus braços. Dá balanço ao rabiosque e apoia-o na palma da minha mão...

E ali fica deitada, à espera que o elevador suba, para ver o que se passa fora da maternidade-improvisada.

Há dois dias que não quer outra brincadeira, quando me vê!...







quinta-feira, 15 de maio de 2008

4 semanas: 1 mês













São 5 e nasceram dentro do Canil/Gatil Municipal de Lisboa a 15/04/08. São os filhotes da Aiko.

Sobreviveram às piores condições possíveis e imagináveis. E a 17/04/08, juntamente com a sua mãe e outros 3 gatos, ficaram a conhecer, pela primeira vez a luz do dia.

Depois de muitas peripécias, fazem hoje 1 mês de vida.

São lindíssimos, muito brincalhões e, depois de tudo o que já passaram, certamente, que, no futuro, serão gatos muito fortes e resistentes.

Com eles (desde a manhã em que os retirei da cela onde se encontravam), tenho aprendido o verdadeiro significado da expressão "mãe galinha"...

E, como tal, reservo-me o pleno direito de apenas os dar para adopção a humanos responsáveis e de confiança (depois de efectuar uma avaliação rigorosa), que lhes queiram dar um resto de vida tão feliz e serena como a que têm tido até à data.






quarta-feira, 14 de maio de 2008

À descoberta de um mundo novo...






- "O que é isto?"




- "Vá, mais um esforço!..."




- "Hey! Venham só ver isto! Eu já estive lá dentro, empurrado por aquelas mãos humanas que aqui aparecem de vez em quando. Mas consegui sair de lá sozinho! É uma brincadeira muito gira... e há mais terra para brincar do que cá fora!"




A bebé tigrada da Aiko tem sido das mais enérgicas na tentativa de entrar dentro do grande caixote de areão da mãe e da tia.

O seu olhinho esquerdo, bem como os dois olhinhos do/a bebé preto/a da Saki estão muito melhores e quase completamente sarados da inflamação.





O dia a dia dos 3 manos






As brincadeiras: o pequeno Gui prepara-se para atacar a cauda do Gil.



Já cansados, o Gil passa horas a lavar-se.



A Mariana cheia de sono depois de tanta agitação



Estes meninos estão cada vez mais descontraídos (o que é muito bom sinal para gatos que nunca conheceram o conforto de uma casa), comem muito bem, e com tanta brincadeira acabam por contagiar a Mariana, que é mais calmita.

Desde ontem à tarde estamos com um pequeno problema: o Gui atira os brinquedos para dentro da taça da água e diverte-se a tirá-los.... a luva oferecida pela Royal Canin ficou ontem à noite a secar para mais uma sessão durante o dia de hoje.