sexta-feira, 25 de abril de 2008

Ponto de situação sobre os 6 gatinhos dos quintais...




18/04/08



... que foram parar ao Canil/Gatil Municipal de Lisboa, após uma queixa de alguém que se sentia importunado/a com a presença dos mesmos:


4ª feira (16/04/08)

Saiu a primeira gatinha, que tinha dado entrada no Canil/Gatil a 08/04/08.
É uma gata tigrada, pequenina, lindíssima, de olhos muito grandes e arredondados. Tem o pêlo aparentemente rapado em alguns locais (provavelmente, porque algum dia foi abocanhada pela cadela da Dª. L., que os alimentava).
Está grávida, mas o parto ainda não está para breve. Ontem, ao final da tarde, na Clínica Veterinária, estava muito agitada e foi muito complicado para lhe retirar sangue (a ela e aos restantes animais) para análises pois estavam muito desidratados.


5ª feira (17/04/08)

Estive no Gatil para retirar os 4 gatos que tinham ficado reservados em meu nome no domingo. Uma das gatas estava grávida e teve 8 filhotes (um deles estava já morto, quando fomos atendidas pelo veterinário de serviço) dentro da cela onde se encontrava, no passado dia 15/04/08.

Para além da gata-mãe com os filhotes, saíram ainda: 1 gato preto anão; 1 gata tigrada; 1 gato/a preto (ainda não deu para saber sexo, pois estava muito nervoso).
Ficaram todos na clínica veterinária.

Na 5ª feira de manhã tive que tomar 2 anti-histamínicos, para conseguir voltar a entrar no Canil/Gatil.
Os 4 gatos que trouxemos estavam todos na mesma cela, amontoados (juntamente com os bebés) em cima de um pano que lá colocaram depois da gatinha parir.
Estava com muito receio de não os conseguir retirar, de algum ainda se assustar, e os funcionários do Canil o quererem apanhar de outra forma... Mas, curiosamente, correu tudo com uma grande serenidade: os 2 gatos pretos entraram sozinhos na transportadora e a gata-mãe deixou-me fazer festas e retirar a ninhada toda. Apenas a última tigrada deu alguma luta para entrar dentro da transportadora.

Ainda lá ficou um gato amarelo, lindíssimo e super meigo, que estava com este grupo na mesma cela.
No domingo, esse gato estava afastado do grupo, mas ontem já se enroscava neles (como que procurando refúgio e calor entre os seus semelhantes), lambendo também os bebés.
Fiquei com uma grande mágoa de não o poder também trazer.

O que me continua, cada vez mais, a impressionar nas deslocações ao Canil/Gatil Municipal de Lisboa é o olhar daqueles animais enjaulados... o seu comportamento em cativeiro.
Apesar de algumas coisas, lá dentro, já parecerem estar a mudar... ainda não é o ideal! Mas sobre isso falarei num outro dia, quando tiver as ideias mais assentes.


6ª feira (18/04/08)

Esta manhã saiu a última/o gata/o. Encontra-se na Clínica Veterinária, para observação.



Como devem calcular, no meio disto tudo, ando com a cabeça completamente feita em água... pois, também, tenho andado com muito trabalho no emprego.
Mas ando a tentar recuperar a tranquilidade (que perdi no dia em que soube o que sucedera a estes animais), para resolver tudo isto com muita serenidade e para que todos estes animais a recuperem também.

Peço muitas desculpas a todos os outros amigos, com quem deixei de manter contacto mais regular e, também, de visitar os vossos blogs... mas, como devem imaginar, não tem sido fácil estar em todo o lado ao mesmo tempo.



Não posso deixar de aproveitar para aqui agradecer publicamente às duas únicas pessoas que, no local em que moro, se preocuparam verdadeiramente com o destino destes animais e não ficaram de braços cruzados: - a C. e a F., que me acompanharam desde o início de toda esta história e foram diversas vezes ao Canil/Gatil retirar alguns dos animais (no caso da F., entrou naquelas instalações mesmo sabendo que isso ainda lhe poderia deteriorar mais a sua saúde).

Agradecer, também, a toda a equipa da Clínica Veterinária que nos tem acompanhado (de uma forma excepcionalmente humana) nesta história: ao P., à MA, à I. e à C. ... porque, sem eles, nada disto seria possível!
Muito obrigada!





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