sexta-feira, 13 de junho de 2008

2 meses



Faz hoje, exactamente, 2 meses que fomos ao Canil/Gatil Municipal de Lisboa para “reservar” os gatos que aí deram entrada, alvo da queixa de um/a morador/a do meu bairro, que se sentia incomodado/a com a presença dos pobres bichos nos quintais das traseiras.

Nestes 2 últimos meses, muita coisa se passou…
Mas o que interessa mesmo para a história é que, quer os 6 adultos quer os 7 bebés se encontram de boa saúde e a recuperar dos tempos de penúria que viveram.

A Yoko já arranjou uma dona e mudar-se-á em Julho para a sua casa nova.

Os 7 bebés ainda não estão prometidos a qualquer dono que seja, apesar de já terem aparecido 7 pessoas interessadas em os adoptar.
Curiosamente, mesmo tendo feito uma divulgação restrita deste caso, de modo a tentar arranjar donos de confiança para estes animais, cada uma das 7 pessoas interessadas nos bebés era bem pior que a anterior (quem conhece de perto toda a história sabe que este meu desabafo tem uma plena razão de ser e não se prende, de modo algum, com o facto de me ter transformado numa mãe-galinha destes bebés)...
Conclusão, já os poderia ter “despachado” a todos, mas, quem me conhece, sabe que a minha vida jamais teria sossego face à incerteza de saber o que poderia ter acontecido a estes bebés.

Quanto à Aiko e Saki (gatas-mães), ao Gui, Gil e Mariana (os 3 que se encontram com a minha mãe), muito parcas são as palavras de carinho, quanto mais alguém interessado em os adoptar!...

Em relação a este blog (que criámos para dar conhecimento do quotidiano destes animais e, consequentemente, tentar encontrar-lhes donos), de há umas semanas para cá, tem vindo a “morrer” progressivamente: os comentários deixaram de existir na quantidade inicial, apesar de, por dia, ainda passarem por aqui cerca de 20 e poucas pessoas…
O website que me comprometera a criar, com uma página de adopção para cada um destes animais, ainda não está concluído, pois o trabalho no emprego tem sido mais que muito e, quando chego a casa, ainda tenho os animais para tratar.
Espero conseguir pô-lo activo até ao fim deste mês… se é que ainda terá algum interesse, já que este “esquecimento" geral parece ser significativo!...

Face a toda esta história e ao seu desenvolvimento, logicamente, tenho plena consciência que me tenho vindo a tornar muito mais dura em relação a situações ligadas à (suposta) defesa dos direitos dos animais, e demasiado amarga quanto a uma série de vivências mais pessoais!...

É, precisamente com histórias deste género (mais dramáticas), que nos apercebemos daqueles com quem podemos, efectivamente, contar nos melhores e nos piores momentos das nossas vidas…
Uma verdadeira lição de vida... que, infelizmente, me tem entristecido bastante!

Depois de 2 meses, o cansaço e esforço físico (e financeiro) são consideráveis!...
Muita da minha rotina diária mudou em função destes animais: para os conseguir tratar em condições (e das minhas próprias gatas) passei a ter que me levantar às 6h da manhã; a ter que fazer os possíveis (e impossíveis) para sair do emprego (que me consome demasiado) às 18h para estar em casa a tempo de lhes dar comida; a cancelar uma série de saídas e encontros, quando os gatinhos ainda tinham semanas, para poder controlar as suas mamadas e as doenças que tiveram…

Um sem fim de situações, das quais não me arrependo... já que fui eu própria que me atirei de cabeça (e coração) para esta história (e, por norma, assumo sempre as coisas em que me meto)!

Como, também, não me arrependo de tudo o que se passou desde o início: as doenças, o ter que regressar ao Canil/Gatil por uma boa causa e com 3 bebés mortos nas mãos, a parteira imprevista, as mortes dos bebés mais frágeis, as mamadas com biberon...
Se fosse hoje, voltaria a fazer o mesmo para salvar estes animais, pura e simplesmente, porque considero que, para a minha própria consciência, seria muito pior continuar a viver com a certeza que tinha ficado de braços cruzados sabendo onde aqueles animais tinham ido parar e qual o seu destino final.

Hoje em dia, quando vislumbro os olhos cada vez mais tranquilos dos adultos e observo atentamente o sono repousante ou as brincadeiras endiabradas dos mais pequerruchos, tenho a certeza absoluta de que agi bem... e só espero conseguir dar a todos estes animais uma vida (e eventuais) donos em condições e de muita confiança!



A Focinhito pintalgado








Desde as primeiras semanas, o seu rosto bem peculiar (com aquela mancha cinza azulada estampada em pleno focinho) chamava a atenção.

Contrariamente ao que sucedeu com o seu irmão, a Focinhito, em bebé era muito agarrada à mãe Aiko e tia Saki, é, actualmente, uma das mais reguilas, o verdadeiro palhacito do grupo, sempre a fazer diabruras.









quinta-feira, 12 de junho de 2008

O Laranjinha






Desde bebé o mais cobiçado da ninhada (devido à particularidade da coloração do seu pêlo), parece ter herdado do pai o feitio pachorrento e meigo Q.B.

Apelidado de "Simba", adora brincar com os irmãos e primos e, juntamente com a mana Tartaruga Tricolor, é dos que mais odeia que lhe limpem o focinho com soro fisiológico.



Amizades







O Gil: jovem adulto, bem disposto, brincalhão e sempre disposto a alargar as suas amizades!

Nem o gatarrão preto, maior que ele, o intimida.






quarta-feira, 11 de junho de 2008

A Tartaruguinha








A mais parecida com a mãe, foi também, desde o início, a mais destemida e a primeira a arranjar uma forma alternativa de sair de dentro da maternidade-improvisada.

Não nego que, desde que em bebé começou a amaranhar pelos meus braços acima para se aninhar nas minhas costas, cativou-me bastante.

Nos últimos dias tem comido com tal satisfação que se transformou neste lindo potezinho redondo...









Mariana









A tímida Mariana percebeu que já não tinha que fugir de ninguém, que tinha comidinha a horas certas e que todos gostam dela.

Resolveu fazer companhia ao Gil.... depois ocupar o sofá sozinha.

A transportadora da varanda onde passou algumas noites sozinha (o Gui e o Gil foram os mais afoitos, como já aqui tinha dito) ficou vazia; já explorou a casa toda, apesar de preferir o quarto e a sala.

A Mariana é uma gatinha muito meiga, gosta de festinhas, mas a única coisa que pede é que respeitem a sua maneira de ser: estar no seu cantinho e não ser obrigada a fazer nada a que ainda não está habituada.




terça-feira, 10 de junho de 2008

O Menino da Mamã







Em bebézinho, parecia ser um dos filhotes da Aiko mais brincalhões.

Conforme tem vindo a crescer, demonstrou ser, na verdade, um menino-da-mamã e das tias... andando sempre a aninhar-se ao lado delas, muito sossegadinho, enquanto os irmãos e primos correm alegremente uns atrás dos outros pela sala inteira.

Desde ontem à noite, para meu grande espanto, passou, também, a aninhar-se no meu colo quando me sento no chão, conforme vê os outros filhotes fazerem.





Já repararam bem no seu lindo pormenor da machinha cinzenta, na patinha dianteira esquerda?